Palácio e Tapada dos Condes de Avillez - Santiago do Cacém

A construção do palácio foi efectuada na segunda metade século XIX, provavelmente sob a orientação do 2º Conde de Avilez Jorge de Avilez Jusarte de Sousa Tavares ( 28-V-1817 ), ou então já ao gosto do seu filho Jorge de Avilez Salema Jusarte ( 31-1-1842 / 4-12-1901 ).

A frontaria do edifício, a mais interessante orientação do conjunto arquitectónico, apresenta uma divisão em dois registos distintos, diferenciando-se o primeiro por possuir várias janelas e portas escalonadas em torno de um corpo central vertical (o espaço verticalista da porta principal), enquanto o segundo se destaca por possuir várias janelas de sacada, com gradeamento de ferro fundido. O conjunto termina com uma platibanda corrida, interrompida por um frontão curvo onde se observa a pedra de armas dos Condes de Avilez.

A tapada do palácio, perímetro cercado entre a barbacã do castelo e as traseiras do palácio, foi transformado, por sua vez, num espaço de lazer e de retiro espiritual, ambiente que levou à criação de três interessantes espécimes arquitectónicos: um pequeníssimo challet suiço ( a "Casa de Chá" ), uma capela revivalista e ecléctica e uma curiosa construção triangular, denominada de "Estufa".

O challet suíço, de dimensões reduzidíssimas, foi construído nos anos 20/30 do século XX, por Jorge Ribeiro de Sousa - o afilhado e herdeiro da viúva do 3º conde -, tendo recebido uma planta trilobada e um portal manuelino retirado das ruínas do castelo, ao mesmo tempo que fazia par com a construção da "Estufa", de planta triangular e equilátera. A capela particular, construída em 1902 e dedicada ao padroeiro S. Jorge, procurou criar a imagem de uma pequena catedral, com as suas altas torres e portal em arco quebrado, a que se juntava um remate de um grupo escultórico brasonado com as armas dos Condes de Avilez.